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dimecres, 27 de maig del 2015

Cesárea Évora – Carnaval de São Vicente

J'a'm conchia São Vicente
Na sê ligria na sê sabura
Ma 'm ca pud fazê ideia
S'na carnaval era mas sab
São Vicente é um brasilin
Chei di ligria chei di cor
Ness três dia di loucura
Ca ten guerra ê carnaval
Ness morabeza sen igual
Nô ten un fistinha mas sossegod
Ca bô exitá bô podê entrá
Coque e bafa ca ta faltá
Hôje é dia di carnaval
São Vicente é um brasilin
Chei di ligria chei di cor
Ness três dia di loucura
Ca ten guerra ê carnaval
Ness morabeza sen igual (x 6)

Lucas Santtana – Cira, Regina e Nana

Antes o meu coração tocava só pra cira
Antes é que o meu cordão batia só pra cira
Ela era tão bonita que insandecia a tropa
Evocava o meu olhar que orbitava à sua volta
Mas quando apertava a tecla nunca trocava a nota
O encanto bateu botas e eu vazei daquela festa
Agora o meu coração toca pra regina
Agora é que o meu cordão bate pra regina
Ela é a moça certa carregando aquela tocha
Recitando poesia e me ensinando sobre a pérsia
Mesmo sendo tão prolixa e digna de nota
Não contava anedota e eu fugi como uma besta
Agora o meu coração toca no vazio
Agora o meu coração não queima nem pavio
Não existe data certa, conta ou alguma reza
O cupido quando acerta o acaso lhe reserva
Não é por desmerecer nem dizer que a fila anda
Mas agora vou falar do meu amor por nana
Agora eu vou falar
Eu vou falar de nana
Agora eu vou cantar
Eu vou cantar pra nana

CAPICUA – Mão Cheia

Todos os dias faz anos que foram inventadas as palavras
é preciso festejar todos os dias o centenário das palavras
o preço de uma pessoa vê-se na maneira como gosta de usar as palavras
lê-se nos olhos das pessoas
as palavras dançam nos olhos das pessoas conforme o palco dos olhos de cada um
nós não somos do século de inventar as palavras
as palavras já foram todas inventadas
nós somos do século de inventar outra vez as palavras que já foram inventadas
há palavras que fazem bater mais depressa o coração
cada palavra é um pedaço do universo
um pedaço que faz falta ao universo
todas as palavras juntas formam o universo
as palavras querem estar nos seus lugares
gasto os dias a experimentar lugares e posições para as palavras
é uma paciência de que eu gosto
é o meu gosto
agarrei uma mão cheia de palavras e espalhei-as por cima da mesa
ficaram nesta posição

Luanda-Lisboa Buraka Som Sistema

Isto é Luanda
Isto é Lisboa
Isto é Znobia
Isto é Buraka (x4)

Isto é Buraka Som Sistema mano
Odydei brother badabadji badá
Dou q'i falar

Isso é Angola
Isso é Luanda
Isso é Lisboa
Isso é Portugal

Dazkarieh – Vitorina



A pobre da vitorina
Como todo mundo sabe
Dizem que morreu de parto
Que morreu na enfermidade

A pobre da vitorina
Como todo mundo sabe
Só queria morrer de velha
Com seu amor de verdade

Às portas da eternidade
Tinha junto ao coração
Uma letra que dizia
Morrer sim deixar-te não!

diumenge, 24 de maig del 2015

"Grândola, Vila Morena" - Zeca Afonso @ Revolução dos Cravos, 25 de Abril de 1974

 

 Grândola é uma vila portuguesa no Distrito de Setúbal, região (NUTS II) do Alentejo e sub-região (NUTS III) do Alentejo Litoral,

Image result for GRÁNDOLA VILA MORENAGrândola, vila morena
Terra da fraternidade
O povo é quem mais ordena
Dentro de ti, ó cidade (oh!)

Dentro de ti, ó cidade (ciutat)
O povo é quem mais ordena
Terra da fraternidade
Grândola, vila morena

Em cada esquina, um amigo
Em cada rosto, igualdade (cara)
Grândola, vila morena
Terra da fraternidade

Terra da fraternidade
Grândola, vila morena
Em cada rosto, igualdade
O povo é quem mais ordena

Image result for GRÁNDOLA VILA MORENAÀ sombra duma azinheira (alzina)
Que já não sabia a idade (edat)
Jurei ter por companheira
Grândola, a tua vontade

Grândola a tua vontade
Jurei ter por companheira
À sombra duma azinheira
Que já não sabia a idade.


"Grândola, Vila Morena"' é uma canção composta e cantada por Zeca Afonso que foi escolhida pelo Movimento das Forças Armadas (MFA) para ser a segunda senha de sinalização da Revolução dos Cravos. José Afonso escreveu a primeira versão do poema “Grândola Vila Morena” após ter sido convidado a participar nos festejos do 52º Aniversário da coletividade Sociedade Musical Fraternidade Operária Grandolense (SMFOG) em 17 maio 1964 e ter ficado impressionado com o ambiente fraterno e solidário desta Sociedade alentejana. À meia noite e vinte minutos do dia 25 de Abril de 1974, a canção foi transmitida pelo programa independente Limite através da Rádio Renascença como sinal para confirmar o início da revolução. Também por esse motivo, transformou-se em símbolo da revolução, assim como do início da democracia em Portugal.
(http://pt.wikipedia.org/wiki/Gr%C3%A2ndola,_Vila_Morena)

diumenge, 3 de maig del 2015

Nando Reis & os Infernais - LUAU MTV


Reinaldo Ferreira - Receita Para Se Fazer Um Herói

Ira!


Toma-se um homem
Feito de nada como nós
Em tamanho natural

Embebe-se-lhe a carne
De um jeito irracional (forma)
Como a fome, como o ódio (fam)

Depois, perto do fim
Levanta-se o pendão (senyera)
E toca-se o clarim
E toca-se o clarim

Serve-se morto
Serve-se morto
 
(Mar e Carlie)
Receita para ser feliz
Consegue chocolate
cobre-te com ele
Sai ao campo
deixa que as borboletas
comam de ti
Como o amor, como um bolinho (pastís)
respira tranquilamente
olha a natureza
e sente a energia
Consegue mais chocolate

MAIS RECEITAS para...
Sobreviver à cidade
Acabar com a crise
Passar a disciplina de falar português
Sobreviver a um desgosto amoroso
Perder um homem em 10 dias
Passar uma entrevista de emprego
Para chegar ao fim de mês.

Uma Casa Portuguesa - Amália Rodrigues



Numa casa portuguesa fica bem,
pão e vinho sobre a mesa.
e se à porta humildemente bate alguém,
senta-se à mesa co'a gente.
Fica bem esta franqueza, fica bem,
que o povo nunca desmente. (nega)
A alegria da pobreza
está nesta grande riqueza
de dar, e ficar contente.
Quatro paredes caiadas, (emblanquinades)
um cheirinho à alecrim, (cheiro: olor; romaní)
um cacho de uvas doiradas,
duas rosas num jardim,
um São José de azulejo,
mais o sol da primavera...
uma promessa de beijos... (besos)
dois braços à minha espera...
É uma casa portuguesa, com certeza!
É, com certeza, uma casa portuguesa!
No conforto pobrezinho do meu lar,
fartura de carinho. (abundància)
e a cortina da janela é o luar, (clar de lluna)
mais o sol que bate nela...
Basta pouco, poucochinho p'ra alegrar
uma existência singela... (simple)
É só amor, pão e vinho
e um caldo verde, verdinho (sopa)
a fumegar na tigela. (bol)
Quatro paredes caiadas,
um cheirinho á alecrim,
um cacho de uvas doiradas,
duas rosas num jardim,
São José de azulejo
mais um sol de primavera...
uma promessa de beijos...
dois braços à minha espera...
É uma casa portuguesa, com certeza!
É, com certeza, uma casa portuguesa!
É uma casa portuguesa, com certeza!
É, com certeza, uma casa portuguesa!

dissabte, 2 de maig del 2015

Eu e a Tábua - Gabriel O Pensador


1. Ouve a canção e preenche as lacunas. (omplir)

2. Gabriel, o Pensador sente pelo mar emoções contraditórias. Porquê?

Gabriel acha que o mar é  uma possibilidade para escapar da rotina e de se sentir libre. Por outro lado ele acha que o mar pode ser perigoso já que há, as vezes, tubarões, o pode ser traiçoeiro. Também não gosta do cheiro do mar
3. Na canção que se segue, o conhecido cantor de rap brasileiro, Gabriel o Pensador, pensa numa maneira inabitual de fugir à rotina. Descreve-a.

Gabriel quer apanhar a tábua de passar para fazer surf.
4. Com o teu colega de carteira (pupitre), pensa em seis atividades para escapar à rotina num dia de semana. Posteriormente, comparem os resultados obtidos com os dos outros colegas e elejam o mais interessante.
- Andar de bicicleta para passear pela praia.
- Ver um filme no cinema e depois tomar a câmara e fazer um filme semelhante com os amigos para se sentir com um autêntico ator de Hollywood. (VIDEOKE)
- Trocar a identidade, começar do zero, partir para um outro país e fazer uma nova vida totalmente diferente à nossa.
- Roubar num banco e dar o dinheiro aos pobres e coitados. (Ir roubar bancos)
- Disfrutas das Fallas de Valencia e nada mais.
- Ouvir música com os amigos.
- Fazer desporto.
- Ir ao cinema
- Visitar museus
- Passear perto do rio, pelo campo, pela natureza.
- Provar e comer comida diferente.
- Pintar o cabelo de cor de rosa.
- Ir de viagem sem conhecer o destino.
- Fazer playback
- Ir a um Spa e passar a tarde lá.
- Ir a uma discoteca.
- Participar numa festa mascarados.
- Desligar as luzes do quadro elétrico.
- Apanhar um a avião no aeroporto sem conhecer o destino.
- Tomar um banho na praia.
- Surpreender um amigo
- Mudar a alimentação, de penteado, de casa.
- Fazer parapente, a maratona do Senhor dos Anéis.
- Sair da faculdade, da cidade, apanhar uma viagem com os amigos, visitar museus, fazer excursões, um piquenique, puentings, corrida da bicicletas, tirolina
- Comer pipocas (crispetes),
- Fazer crepes com nutella e ir vende-las.
- Baixar pelo escorrego (tobogan)
FICAMOS POR AQUÍ!
 

Outro dia eu
Tava em casa me sentindo na prisão
Jogando dardo na televisão
Estressado, cansado dessa vida louca
Olhei pro lado e vi
a mulher passando roupa
Minha cueca azul, da cor do mar
Me deu vontade de ir pegar uma onda
com a minha tábua de passar
E, pra fugir da rotina
Detonei uma vela pois não tinha parafina
Tudo em cima - "Vai pra onde amor?"
Vamos a la playa... -
"Vamos a la playa?! Ô! Cê vai com quem?"
Eu, a tábua, e mais ninguém -
"E a roupa pra passar?"
Ah, deixa pra lá
Hoje eu não vou precisar do terno
Me passa a tábua e me deixa relaxar...
E que tudo mais vá pro inferno
Estou a dois passos do paraíso ...
Eu e a tábua de passar
Batalhando no front da guerra do cotidiano
Procuro uma trégua na linha do horizonte
E encontro um oceano
Às vezes me sinto um peixe fora d'água
e de repente começo a chorar
Mas agora eu vejo tanta água
aqui na minha frente
que eu nem sei por onde começar
"Por onde eu vou entrar, pescador?"
(-Ah, sei lá!)
Então eu vou no instinto, pego uma tábua
e vâmo vê o que que dá. Começo a remar
E no começo eu levo onda na cabeça sem parar
O sufoco é passageiro
Mas eu fico sempre alerta feito um escoteiro
Porque o mar é traiçoeiro
E eu amo o mar, mas odeio esse cheiro
De leptospirose, hepatite, isso é o que não falta
Devia ter vindo com uma roupa de astronauta
Porque se eu caio dessa tábua
Eu tomo um caldo dessa onda
e um gole dessa água
Estou a dois passos do paraíso...
Eu e a tábua de passar
Se o mar virar sertão e o sertão virar mar
eu vou morar lá no sertão
com a minha tábua de passar
Porque isso aqui tá muito bom,
isso aqui tá bom, demais - "...Atrás!!!!"
Devia ter visto minha cara de emoção:
eu e a tábua por dentro do salão
Queria tirar uma foto quando o jato espirrou
Pra mostrar pros meus filhos, que lindo, pô...
Pelo menos em algum lugar eu me sinto em paz
Longe dos problemas banais
Preciso respirar um pouco
Navegar é preciso, senão eu fico louco
A maré não tá pra peixe lá fora do mar
Mas quem tá na água é pra se molhar
E eu vou em frente Remando contra a corrente
Só pra exercitar 
E nos caldos que a vida me dá
A minha tábua de salvação
é a minha tábua de passar
"Longe da terra, perto da água, dentro do mar...
Longe da guerra,
eu e a tábua, eu e a tábua de passar..."
Dizem que aqui tem tubarão
Mas minha mulher veio me buscar
com o ferro quente na mão
Tá me chamando lá na beira
E eu aqui até agora esperando a saideira
Estou a dois passos do paraíso ...
Eu e a tábua de passar
L’altre dia
Estava a casa i em sentia en una presó
Jugant a dards amb la tele
Estressat, cansat d’aquesta vida boja
Vaig mirar al costat i vaig veure
la dona planxant la roba
Els meus calçotets blaus, color de mar
Em van entrar ganes de fer unes onades
Amb la meva post de planxar
I per a fugir de la rutina
Vaig desfer una espelma, no tenia parafina
Tot damunt – “On vas amor meu?”
Anem a la platja...
“Anem a la platja?! Amb qui vas?
Jo, la post i ningú més -
“I la roba per planxar?”
Ah, deixa-la estar
Avui no necessitaré el vestit (traje)
Passa’m la post i deixa’m relaxar...
I que se’n vagi tot a l’infern
Estic a dues passes del paradís
Jo i la post de planxar
Batallant en el front de la guerra del quotidià
Busco una treva a la línia de l’horitzó
I trobo un oceà
De vegades em sento com peix fora de l’aigua
i de sobte em poso a plorar
Però ara veig tanta aigua
aquí davant meu
Que no sé per on començar
“Per on haig d’entrar, pescador?”
(Ah, jo què se´!)
Doncs hi vaig per instint, agafo la post
i ja veurem què passa. Començo a remar
I al principi les onades van al cap sense parar
L’angoixa és passatgera
Em poso sempre alerta, fet un scout
Perquè el mar és traïdorenc
I jo adoro el mar, però odio aquesta olor
de leptospirosi, hepatitis, això és el que no falta
Havia d’haver vingut amb roba d’astronauta
Perquè si caic d’aquesta post
I prenc brou d’aquesta onada
i un glop d’aquesta aigua
Estic a dues passes del paradís...
Jo i la post de planxar
“Si el mar es torna terra i el terra es torna mar”
em mudaré allà a la terra
amb la meva post de planxar
Perquè això d’aquí està molt bé,
està molt bé, massa –“Enrere!”
Havies d’haver vist la meva cara d’emoció:
Jo i la meva post en el saló
Volia fer una foto quan el raig va esternudar
Per a esenyar als meus fills, que bonic, merda...
Almenys en algun lloc em sento en pau
lluny dels problemes banals
Necessito respirar una mica
Navegar és necessari, si no em torno boig
La marea no està per als peixos fora del mar
Però qui és a l’aigua és per a mullar-se
I si vaig davant remant a contra corrent
Només per a exercitar
i en els caldos que a la vida em dóna
La meva post de salvació
i la meva post de planxar
“Lluny de la terra, prop de l’aigua, dins el mar...
Lluny de la guerra,
jo i la post , jo i la post de planxar...”
Diuen que aquí hi ha taurons
Però la meva dona em ve a buscar
amb la planxa calenta a la mà
M’està cridant des de la vora
I jo aquí esperant la última (copa?)
Estic a dues passes del paradís
Jo i la post de planxar

divendres, 13 de març del 2015

CANÇĀO: TOQUINHO - AQUARELA ( legendado )

Numa folha qualquer eu desenho um sol amarelo
E com cinco ou seis retas é fácil fazer um castelo
Corro o lápis em torno da mão e me dou uma luva
E se faço chover, com dois riscos tenho um guarda-chuva
Se um pinguinho de tinta cai num pedacinho azul do papel
Num instante imagino uma linda gaivota a voar no céu
Vai voando, contornando a imensa curva norte-sul
Vou com ela viajando Havaí, Pequim ou Istambul
Pinto um barco a vela branco navegando
É tanto céu e mar num beijo azul
Entre as nuvens vem surgindo um lindo avião rosa e grená
Tudo em volta colorindo, com suas luzes a piscar
Basta imaginar e ele está partindo, sereno e lindo
E se a gente quiser ele vai pousar
Numa folha qualquer eu desenho um navio de partida
Com alguns bons amigos bebendo de bem com a vida
De uma América a outra consigo passar num segundo
Giro um simples compasso e num círculo eu faço o mundo
Um menino caminha e caminhando chega no muro
E ali logo em frente a esperar pela gente o futuro está
E o futuro é uma astronave que tentamos pilotar
Não tem tempo nem piedade nem tem hora de chegar
Sem pedir licença muda nossa vida
Depois convida a rir ou chorar
Nessa estrada não nos cabe conhecer ou ver o que virá
O fim dela ninguém sabe bem ao certo onde vai dar
Vamos todos numa linda passarela
De uma aquarela que um dia enfim
Descolorirá
Numa folha qualquer eu desenho um sol amarelo
Que descolorirá
E com cinco ou seis retas é fácil fazer um castelo
Que descolorirá
Giro um simples compasso e num círculo eu faço o mundo
Que descolorirá

dissabte, 24 de gener del 2015

Sei Lá a Vida Tem Sempre Razão - Vinicius de Moraes

Tem dias que eu fico pensando na vida

E sinceramente não vejo saída
Como é por exemplo que dá pra entender
A gente mal nasce e começa a morrer
Depois da chegada vem sempre a partida
Porque não há nada sem separação
Sei lá, sei lá
A vida é uma grande ilusão
Sei lá, Sei lá
A vida tem sempre razão
A gente nem sabe que males se apronta
Fazendo de conta, fingindo esquecer
Que nada renasce antes que se acabe
E o sol que desponta tem que anoitecer
De nada adianta ficar-se de fora
A hora do sim é o descuido do não
Sei lá, sei lá
Só sei que é preciso paixão
Sei lá, sei lá
A vida tem sempre razão
 
SEI LÁ! = no sé, jo què sé, ni idea...

dissabte, 29 de novembre del 2014

Garota de Ipanema - Tom Jobim

Garota De Ipanema

Tom Jobim

Olha que coisa mais linda
Mais cheia de graça
É ela menina
Que vem e que passa
Num doce balanço
A caminho do mar
Moça do corpo dourado
Do sol de Ipanema
O seu balançado é mais que um poema
É a coisa mais linda que eu já vi passar
Ah, por que estou tão sozinho?
Ah, por que tudo é tão triste?
Ah, a beleza que existe
A beleza que não é só minha
Que também passa sozinha
Ah, se ela soubesse
Que quando ela passa
O mundo inteirinho se enche de graça
E fica mais lindo
Por causa do amor...

diumenge, 9 de novembre del 2014

Pronúncia do Norte

Gnr

Há um prenúncio de morte
Lá do fundo de onde eu venho
Os antigos chamam-lhe renho
Novos ricos são má sorte
É a pronúncia do Norte
Os tontos chamam-lhe torpe
Hemisfério fraco outro forte
Meio-dia não sejas triste
A bússula não sei se existe
E o plano talvez aborte
Nem guerra, bairro ou corte
É a pronúncia do Norte
Não tenho barqueiro nem hei-de remar
Procuro caminhos novos para andar
Tolheste os ramos onde pousavam
Da Geada as pérolas as fontes secaram
Corre um rio para o mar
E há um prenúncio de morte
E as teias que vidram nas janelas
esperam um barco parecido com elas
Não tenho barqueiro nem hei-de remar
Procuro caminhos novos para andar
E É a pronúncia do Norte
Corre um rio para o mar

divendres, 3 d’octubre del 2014

Jeito Moleque - Sobrenatural

Vi a alegria voltar Quando recebi um telegrama
Você dizendo pra te esperar Que não demora
E que ainda me ama, me ama...

Fui ao cinema pra me distrair Fiquei surpreso quando eu vi
Aquela história Parecia a de nós dois...

Eu entendi que era um sinal Aviso sobrenatural
Te procurei Não quis deixar mais Pra depois...

Mas que surpresa Você foi viajar Não sei pra onde
Nem se vai demorar E logo agora essa vontade louca De dizer...

Que mesmo longe Eu não deixei de te amar E as diferenças
Vamos deixar pra lá Eu tô aqui agora E cadê você?...

Eu não tô podendo ficar Nem mais um minuto sem te ver
Eu não pude acreditar Quando você foi sem me dizer...

Vi a alegria voltar Quando recebi um telegrama
Você dizendo pra te esperar Que não demora
E que ainda me ama, me ama...

Mas que surpresa Você foi viajar Não sei pra onde
Nem se vai demorar E logo agora essa vontade louca
De dizer...

Que mesmo longe Eu não deixei de te amar E as diferenças
Vamos deixar pra lá Eu tô aqui e agora E cadê você?...

Eu não tô podendo ficar Nem mais um minuto sem te ver
Eu não pude acreditar Quando você foi sem me dizer...

Vi a alegria voltar Quando recebi um telegrama
Você dizendo pra te esperar Que não demora
E que ainda me ama...

Eu não tô podendo ficar Nem mais um minuto sem te ver
Eu não pude acreditar Quando você foi sem me dizer...

Vi a alegria voltar Quando recebi um telegrama
Você dizendo pra te esperar Que não demora
E que ainda me ama Dizendo que me ama...